Este foi o ultimo livro das ferias, e bem….. vou dizer o que disse a quem mo emprestou, não gostei, não tem um final feliz e eu não gosto de livros sem final feliz :)Mas vamos lá por partes, eu gostei do livro, da forma como esta escrito, a historia contada é que é pesada, digamos assim, e nada tem a ver com a forma que eu vejo a vida, no livro o triangulo amoroso e uma pratica corrente e aceite, no entanto nenhum deles tem propriamente um final feliz.
Um destes triângulos, o pior dos dois la descritos, na minha opinião, conta a historia do Pedro, Isabel e Inês, resumidamente o Pedro é casado com a Isabel, um casamento que já nada é em que nenhum dos dois é feliz, mas onde nenhum dos dois faz nada e ali estão os dois naquela coisa que eu nem sei o q chamar, a Inês é a amante do Pedro, aquela, segundo ele, que lhe da tudo o que ele não tem, no entanto ele quer manter o casamento e quer manter a Inês. Claro que não é possível manter isto tudo, ate porque é legitimo que a Inês não se contente com a situação, e qnd ela lho diz ele responde “mas eu nunca te enganei, tu sempre soubeste que eu era casado”
E, pergunto eu, o facto de ela saber faz com que ela se contente na posição de amante????
Não, claro que não, no inicio ela ate aceitava, mas chega uma altura em que isso é muito pouco.
Enfim…. Acho que o que me entristece no livro, principalmente neste triangulo, é o facto de as pessoas não serem felizes e se acomodarem aquilo, para mim o Pedro opta por ser infeliz, e ninguém ganha com isso, porque no fundo são os 3 infelizes, e eu não acho que seja uma opção de vida, porque devemos tentar ser felizes e, não encontrando a felicidade pelo menos não devemos viver infelizes.
Sinopse
Gonçalo, Teresa, Duarte, Pedro, Isabel e Inês pertencem a uma geração que vive a dramática ruptura com a herança ideológica pesada, onde um catolicismo tradicionalista arbitra as regras da existência. Estes protagonistas, embora com as mais diversas filosofias de vida, estão todos eles marcados por uma sociedade bem portuguesa e todos eles, na fragilidade das suas vidas, da sua solidão, se encontram estreitamente ligados às suas existências. Se «Os Nós e os Laços» é um romance de conflito de valores com o passado ainda presente, é também exploração de novos percursos que se entreabrem à experiência de cada um dos personagens: é a descoberta do corpo como lugar privilegiado de comunicação, são os jogos de existência em que bem e mal permutam constantemente de posição, e é sobretudo esse discreto mas instaurador movimento de pensar o mundo feminino.





